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 Nesta webaula, veremos um levantamento estatístico da população idosa no Brasil e no mundoiStck 2017

Processo de envelhecimento

O processo de envelhecimento é natural: ocorre uma diminuição progressiva das reservas funcionais dos indivíduos (senescência), o que, em condições normais, não causa problemas. No entanto, a sobrecarga de algumas das condições básicas pode causar doenças, acidentes e estresse emocional, gerando condições patológicas (senilidade) que necessitam de assistência.

Levantamento estatístico da população idosa

Estudiosos no assunto relatam que o século XXI será marcado por transformações na estrutura populacional do Brasil e do mundo, decorrentes das conquistas sociais e políticas e ainda de avanços nas tecnologias incorporadas em diversos setores, principalmente na  saúde.

A estimativa, conforme o IBGE, para o ano de 2050, é que existirão cerca de 2 bilhões de pessoas com sessenta anos ou mais no mundo, a maioria vivendo nos países desenvolvidos. Já no Brasil, a estimativa atual é de 17,6 milhões de idosos (IBGE, 2013).

O aumento do número de idosos é um fenômeno global, com exceção de alguns países africanos, e é resultado das transformações demográficas decorridas em décadas anteriores.


Transição demográfica

A transição demográfica significa: modificação do tamanho e da estrutura etária de uma população acompanhada, com frequência, de evolução socioeconômica; resulta de uma série de eventos que geram baixas taxas de mortalidade e fecundidade, crescimento negativo, isto é, diminuição da taxa de natalidade e, consequentemente, elevada proporção de idosos.

Transição demográfica

C

lique nas abas e conheça as três fases da transição demográfica.

Início do século XX

É uma fase marcada pela elevada taxa de mortalidade. Entre as causas para essa elevada taxa de mortalidade no início do século XX, podemos citar: fome, doenças e problemas climáticos. No Brasil, havia uma constante taxa de mortalidade (3 a cada 100 habitantes morriam a cada ano) e uma maior taxa de fecundidade (famílias tinham, em média, seis filhos por mulher). Nessa época, predominavam crianças e jovens com até 15 anos (45%) e era pequena a proporção de idosos (3%).

1940 a 1970

Entre os anos 1940 e 1970, ocorreu a queda da mortalidade e o aumento da expectativa de vida. Foram determinantes para isso: o progresso das estratégias de produção e distribuição de alimentos; melhorias nas condições sanitárias e de habitação; e programas de saúde e de erradicação de doenças, como tuberculose e cólera. Nos países desenvolvidos, a queda da mortalidade começou a ocorrer com o desenvolvimento de antibióticos e vacinas.

No A A partir de 1970, nos países desenvolvidos, a taxa de fecundidade começou a declinar, acompanhando o progresso socioeconômico. Já nos países em desenvolvimento, essa queda ocorreu mais tarde – as famílias passaram de seis filhos para no máximo três filhos por mulher. O peso da faixa etária dos jovens declinou em 30% e a proporção de idosos dobrou. Nos países em desenvolvimento, essa rápida queda da fecundidade os transformou de países jovens para envelhecidos.

Transição demográfica

Outra característica da transição demográfica é o aumento de idosos com mais de 80 anos (idoso mais idoso). Os traços predominantes são a prevalência de doenças e o alto grau de dependência, o que causa maior impacto sobre a dinâmica familiar, social e econômica e eleva o consumo de recursos do sistema de saúde. No Brasil, é o grupo etário que mais cresce, pois a mortalidade do idoso mais jovem vem caindo gradativamente.

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